Memento mori é uma expressão do Latim que significa algo como “Lembre-se de que você é mortal”“Lembre-se de que você vai morrer”, ou traduzido ao pé-da-letra, “Lembre-se da morte”. Este tipo de pensamento é muito utilizado dentro da literatura, principalmente na literatura barroca, assim como em várias religiões, em especial o Budismo, com o propósito de te puxar para fora da sua auto-imagem, para fora da ilusão de que você é seu veiculo(seu corpo), até mesmo sua mente, e lembra-lo quem ou o que você é, o eterno AGORA(O Poder do Agora), a experiência desse momento em si, esse é você, esse é o seu “eu completo“.

Para sermos quem realmente somos precisamos largar o peso de quem fomos para ter espaço para o que estamos constantemente nos tornando. A continuidade do seu “eu separado” é recriada a cada milissegundo pelo seu cérebro. No tempo que você estava lendo isso, o seu cérebro criou você milhares de vezes, e deixou para trás milhares de fantasmas de “você”. Você não é essas imagens mentais!

“A ideia é permanecer em um estado de constante partida enquanto se está sempre chegando.”
– Frase do filme Waking Life

Este estado é o que Buda chamava de tathāgata, o verdadeiro ser, em tradução livre significa “aquele que se foi” e “aquele que chegou”, significando que está além dos fenômenos da realidade de tempo e espaço.

O “Eu” é um trono mental que alimenta a ilusão de poder, de controle sobre a realidade, e que por consequência gera um peso para o Observador, deixando-o exausto pelo excesso de pensamentos e com tendencias cada vez mais controladoras e obsessivas.
O que identificamos como “eu” é apenas a imaginação de nós mesmos, não tente super proteger a sua máscara(personalidade, aparência, conhecimentos que “possui”).

Apenas pare e observe por um momento seus pensamentos.

Quantos “eus”(vozes mentais) com opiniões diferentes você tem por dia?

Você acha que alguma deles representa a totalidade do que você é?

É importante nos desapegarmos de um “eu” especifico, rígido e imutável, ou perspectivas de vida, ou seja o que for que nos mantem funcionando em apenas um padrão repetitivo…

É preciso estar disposto a perder tudo se quiser ser o mestre de sua própria mente.

Aceitar a derrota – aprender a morrer – é ser liberto da mesma. 
Quando você aceita, você está livre para fluir e harmonizar. Fluidez é o caminho para uma mente serena. Você deve libertar sua mente ambiciosa e aprender a arte de morrer.

Vídeo relacionado ao tema:

A  Disfunção da Vida Após a Morte

Revisão: SR.Black

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