A maioria das pessoas reconhece que estas belas imagens são indianas, pois demonstram o esplendor da cultura do hinduísmo: cores vivas, jóias extravagantes, enfeites exagerados e presença de alguma flor ou fruto em personagens antropomorfos misturadas com animais coloridos de encher os olhos.
Mas quando vemos tudo isso em uma imagem só, não é a toa, cada detalhe tem um significado profundo,simbolismos que tem o objetivo de transformar nossa consciência.
Na série a seguir, iremos explicar via infográfico, alguns desses belíssimos deuses reverenciados na Índia.
 
BRAHMA
O Deus da Criação – Brahma, o primeiro Deus da Trimurti, trindade dos Deuses do hinduísmo (Brahma, Vishnu e Shiva). Representação da força da criação do universo.
Como terceiro membro da trimúrti hindu, Brahma representa o equilíbrio, enquanto Vishnu e Shiva representam as forças opostas da conservação e da destruição, respectivamente.
Simboliza a mente universal e por possuir atributos humanos (mente e intelecto), ele não é muito popular entre os indianos porém é mais reverenciado ao redor do mundo.
Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…
 
KRISHNA
O Deus do amor.
Krishna é um dos principais nomes de Deus e significa “o todo atraente”.
Nos Vedas encontramos muitos e muitos nomes para Deus, pois para cada qualidade, podemos ter um nome.
Como Deus tem qualidades ilimitadas, tecnicamente Ele tem ilimitados nomes.
Porém, o nome Krishna tem uma conotação muito especial, pois refere-se ao aspecto mais atraente, íntimo e completo de Deus.
Krishna é a Suprema Personalidade de Deus, a Verdade Absoluta, a fonte de tudo e a causa de todas as causas.
Nas escrituras, especialmente o Srimad Bhagavatam, existem explicações detalhadas de Sua morada, Sua aparência, Seus passatempos, Suas expansões, Suas energias, etc.
Ele é dotado de seis opulências, todas ao grau infinito:beleza, força, sabedoria, riqueza, fama e renúncia.
Ele sabe tudo que aconteceu, tudo que está acontecendo e tudo que vai acontecer.
Ele é infinitamente misericordioso.
Ele é o beneficiário de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os planetas e semideuses e o benfeitor e bem-querente de todas as entidades vivas.
Para conhecer em maior detalhe sobre Sua última vinda a Terra, cerca de 5.200 anos atrás, leia o livro “Krsna, A Suprema Personalidade de Deus” ou escute-o, de graça, em MP3, aqui.
Para conhecer Seus principais ensinamentos, leia o Bhagavad-gita, disponível aqui.
Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta toda atraente figura…
VISHNU
O Deus protetor – Vishnu, uma das três deidades supremas do hinduísmo, o Deus supremo do Vaishnavismo.
Suas qualidades são incontáveis, porém as 6 principais são:
Jnana (Omnisciência); é consciente de todos os seres;
Aishvarya (Soberania), é autoridade suprema;
Shakti (Energia), é capaz de fazer possível o impossível;
Bala (Força), é capaz de suportar qualquer coisa apesar de fadiga ou cansaço;
Virya (Vigor), é capaz de manter a imaterialidade;
Tejas (Esplendor), é autosuficiente.
As quatro mãos:
As quatro mãos de Vishnu simbolizam além das quatro direções do espaço, os quatro estagios da vida (quatro ashrams):
1) A busca do conhecimento (Brahamacharya)
2) Vida familiar (Grihastha)
3) Retiro na floresta (Vana-Prastha)
4) Renunciação (Sannyasa)
Também, representam as atividades primordiais que uma entidade desfrutando existência mundana deve se empenhar em alcançar (Purusharthas):
a) Deveres e virtudes (Dharma)
b) Bens materiais, riqueza e sucesso (Artha)
c) Prazer, sexualidade e curtição (Kama)
d) Libertação (Moksha)
Veja o infográfico com cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…
SHIVA NATARAJA
Nataraja, “O rei da Dança”, é uma representação do Shiva como o dançarino cósmico, quem apresenta sua dança divina para destruir o que for necessário no universo e assim poder fazer a preparação para o Deus Brahma começar o processo de criação.
No centro de um arco de chamas de fogo, Shiva dança a dança da bem aventurança, dança durante a qual o universo foi criado.
Ele dança sobre uma anão que é um demônio (Apasmara), quem além de representar a superação da escuridão, também simboliza a passagem do divino ao material.
O rosto neutro de Shiva dá a impressão de equilíbrio, enquanto uma cobra se enrola no pescoço, representando Shakti e o caráter atemporal desta energia, também as vezes conhecida como Kundalini.
Esta estatua é um dos mais populares enfeites numa sala de Yoga, sem dúvida é muito vistosa e harmoniosa à vista. Veja no infográfico mais outros simbolismos que ajudam a entender o significado da beleza que nesta estatua fica sempre implícita.
GANESHA
GANESHA é o Deus do sucesso ou o Deus removedor de obstáculos
– É um dos deuses mais comuns no hinduísmo, é uma deidade de fama popular na cultura hinduísta e atualmente tem grande influência das massas.
Filho dos Deuses Shiva e Parvati, de figura antropomorfa-elefantosa é também adorado como o Deus da educação, conhecimento, sabedoria e riqueza.
É um das 5 principais deidades hinduístas (Brahma, Vishnu, Shiva e Durga os outros quatro)
A cabeça de elefante simboliza Atman ou alma, que é a suprema realidade da existência humana e o corpo de humano representa Maya ou a existência terráquea dos humanos.
E a razão pela qual ele está com um colmilho faltando é porque ele quebrou ao escrever o livro sagrado Mahabharata.
Veja o infográfico com cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…
SARASWATI
Deusa da sabedoria, das artes e da música.
Esposa, de Brahma, o criador do mundo, ela faz parte da Trimurti – trindade das Deusas do hinduísmo (Saraswati, Lakshmi e Shakti).
É a protetora dos artesãos, pintores, músicos, atores, escritores e artistas em geral.
Ela também protege aqueles que buscam conhecimento, os estudantes, os professores, e tudo relacionado à eloquência, sendo representada como uma mulher muito bela, de pele branca como o leite, e tocando sitar (um instrumento musical). Seus símbolos são um cisne e um lótus branco.
Na mitologia hindu, o cisne é a ave sagrada à qual se for oferecida uma mistura de leite e água, é capaz de beber só o leite, distinguindo a essência do superficial e o eterno do evanescente. Representa a qualidade de discriminação entre o bom e o mau.
A esta deusa era consagrado o chamado dia de Savitu-Vrta, normalmente comemorado no dia 16 de maio.
Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…
LAKSHMI
A Deusa da prosperidade – Lakshmi, representação da prosperidade e riqueza (material e espiritual), da beleza e do amor. É a esposa e energia ativa de Vishnu.
É uma das deusas mães, sendo assim, chamada de “mata” – mãe: “Mata Lakshmi.” Também é chamada de “Shri” – a energia feminina do Ser Supremo.
É a deusa que, através da sua representação, convoca à prosperidade, riqueza, pureza, generosidade e incorporação da beleza, graça e charme.
A importância de Lakshmi no lar tradicional hinduísta, faz dela uma deidade doméstica, pois é reverenciada a cada sexta-feira no altar na casa dos indianos hinduístas que se dedicam aos negócios.
Um dos principais ensinamentos desta poderosa mulher é que com esforço constante governado com sabedoria e pureza e de acordo com o dharma próprio, a prosperidade espiritual e material são facilmente atingidas.
Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…
HANUMAN
O Deus super poderoso – Lord Hanuman, simbolicamente representa devoção pura, a ausência total de ego ou “eu inferior.”
Representa a natureza neanderthal do ser humano, mesma que quando refinada e transformada, pode se estabilizar em Deus.
Hanuman simboliza a mente humana, que pula igual macaco para um lado e para o outro, desejando as coisas e comprometendo-se com inumeráveis atividades que distraem a paz interna.
A mente, igual Hanuman, pode viajar a onde desejar na velocidade do pensamento.
Pode também se expandir ou se contrair.
Enquanto ela permanecer apegada as paixões animais e os sentidos, permanecerá instável, causando distúrbios.
Mas uma vez que se entregue à paz interna, e se dedica a ela disciplinadamente, pode chegar a manifestar poderes benéficos inimagináveis, igual Hanuman.
Veja o infográfico com cada detalhe do simbolismo desta alegre figura…

DURGA

A  Deusa inacessível ou invencível.

Foi criada como uma deusa guerreira para combater os demônios.

A palavra “Durga” em sânscrito, significa – barreira que não pode ser derrubada – ou também – aquela que elimina sofrimentos –

Protege aos seus devotos dos demônios do mundo e remove os mistérios.

Durga também é conhecida com a Deusa dos três olhos.

O olho esquerdo representa o desejo (lua), o olho direito representa a ação (sol), e o terceiro olho (ponto vermelho no meio da testa) representa a sabedoria (fogo).

Veja no infográfico cada detalhe do simbolismo desta toda atraente figura…

RAMA

Rama, avatar de Vishnu e marido de Sita é um símbolo de sacrifício, um modelo de fraternidade, um administrador ideal, e um guerreiro incomparável.

A essência da Rama é, portanto, a essência da excelência em cada exercício.

Rama é o exemplo supremo de como as pessoas devem se comportar no mundo, como um país deve ser governado, como a integridade e moralidade dos seres humanos devem ser protegidos.

Ações elevados, qualidades ideais e pensamentos sagrados são fundamentos básicos de caráter. Rama é a própria personificação destes três atributos.

O Princípio de Rama é uma combinação do divino no humano e do humano no Divino.

A inspiradora história de Rama apresenta o código de ética tripla relativa ao indivíduo, à família e à sociedade.

Se a sociedade está progredindo bem, a família também estará feliz, harmoniosa e unida. Para a unidade na família, os indivíduos que a compõem devem ter um espírito de sacrifício.

KALI
A Índia foi o lugar em que a humanidade vivenciou a Mãe Terrível da forma a mais grandiosa, como Kali, “as trevas, o tempo que a tudo devora, a Senhora coroada de ossos do reino dos crânios”.
Na mitologia hindu, Kali é uma manifestação da Deusa Durga.
Segundo a lenda, no primórdios dos tempos, um demônio chamado Mahishasura ganhou a confiança de Shiva depois de uma longa meditação.
Shiva ficou agradecido por sua devoção e então lhe concedeu a dádiva de que cada gota de seu sangue produziria milhares como ele, que não poderiam ser exterminados nem pelos homens, nem pelos deuses.
De posse de tamanho poder, Mahishaseura iniciou um reinado de terror vandalizando pelo mundo.
As pessoas foram exterminadas cruelmente e até mesmo os deuses tiveram que fugir de seu reino sagrado.
Os Deuses reuniram-se e foram se queixar para Shiva das atrocidades cometidas pelo tal demônio.
Shiva ficou muito zangado ao ser informado de tais fatos.
Sua cólera, por sentir-se traído em sua confiança, saiu do terceiro olho na forma de energia e transformou-se em uma mulher terrível.
Shiva aconselhou que os outros Deuses também deveriam concentrar-se em suas shaktis e liberá-las.
Todos os Deuses estavam presentes quando uma nova deusa nasceu e se chamou a princípio de Durga, a Mãe Eterna.
Ela tinha oito mãos e os Deuses a investiram com suas próprias armas de poder: o tridente de Shiva, o disco de Vishnu, a flecha flamejante de Agni, o cetro de Kubera, o arco de Vayu, a flecha brilhante de Surya, a lança de ferro de Yama, o machado de Visvakarman, a espada de Brahma, a concha de Varua e o leão, que é o meio de locomoção de Himavat.
Montada no leão, transformou-se em Kali, e cega pelo desejo de destruição atacou Mahishasura e seu exército.
A Deusa exterminou demônio após demônio, exército após exército e um rio de sangue corria pelos campos de batalha, até que finalmente, decapitou e bebeu o sangue de Mahishasura estabelecendo novamente a ordem no mundo.
Logo após as batalhas Kali iniciou sua eufórica dança da vitória sobre os corpos dos mortos. Com esta dança todos os mundos tremiam sob o tremendo impacto de seus passos.
Em muitas ocasiões, seu consorte Shiva teve de se atirar entre os demônios por ela executados e deixá-la pisoteá-lo.
Esse era o único modo de trazê-la de volta à consciência e evitar que o mundo desabasse.
Carl G. Jung nos diz que uma das imagens de descida é aquela do sacrifício de sangue.
Ele diz que se o herói sobrevive a esse encontro com o arquétipo da Mãe devoradora, ele ganha energia vital renovada, imortalidade, plenitude psíquica ou alguma outra dádiva.
Gostou da Materia ? Compartilhe e espalhe esse conhecimento !
Revisão: Sr.Black