O avião do futuro

Os cientistas deram um grande passo em direção à criação de um avião do futuro,  movido por uma unidade de íons, em vez de usar peças móveis e combustível como as aeronaves convencionais.

Em um artigo publicado na Nature, uma equipe liderada por Steven Barrett, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), descreveu como eles criaram o chamado avião movido a eletrodinâmica, que usa propulsão de estado sólido, sem hélices ou motores a jato. com combustível consumível.

“O futuro do voo não deve ser coisas com hélices e turbinas. Deve ser mais parecido com o que você vê em Star Trek, com uma espécie de brilho azul e algo que desliza silenciosamente pelo ar”, disse Barret.

A construção dessa aeronave não foi possível antes porque a tecnologia que existia em outras épocas não proporcionava que ela existisse.

Em 1921, por exemplo, os cientistas não conseguiriam criar alguma coisa parecida, o que anteriormente era visto como uma tecnologia antigravidade.

Um time-lapse do avião em voo. MIT
Um time-lapse do avião em voo. MIT

Em seus testes de 2016 a 2018, eles criaram uma aeronave com uma envergadura de 5 metros que pesava 2,45 kg.

Tem uma série de eletrodos finos correndo através de suas asas, e na frente destes estão fios finos, enquanto na parte traseira é um aerofólio – uma superfície curva para produzir o elevador, como em uma asa plana regular.

Os fios finos na frente são carregados a 20 mil volts positivos, enquanto o aerofólio na parte de trás é carregado para 20 mil volts negativos, criando um forte campo elétrico.

Na frente, os elétrons são removidos das moléculas de nitrogênio no ar para produzir íons. E como estes aceleram para as costas, eles produzem um vento iônico, que dá o impulso do avião.

O avião foi testado em 10 voos e conseguiu voar 60 metros em cerca de 12 segundos, com uma eficiência de 2,6%. E essa eficiência aumenta conforme a velocidade vai aumentando, assim como em um avião normal.

A técnica usada foi parecida com a usada em espaçonaves que vão para o espaço. E segundo Barret, existem algumas semelhanças significativas.

Mas a diferença é que as espaçonaves precisam da ionização de um combustível e o avião que o MIT desenvolveu não precisa de nenhum propulsor, apenas seus fios finos e uma bateria de polímero de lítio que esteja pronta para ser usada.

Atualmente, essa tecnologia está no estado de protótipo ainda, mas as possibilidades de uso para ela no futuro são inúmeras.

Esse sistema de propulsão poderia ser usado em drones, os tornando quase que silenciosos. “Eu ainda não sei se você verá grandes aeronaves transportando pessoas em breve, mas obviamente eu ficaria muito animado se fosse esse o caso”, comenta Barrett.

Os testes no avião continuam e agora a equipe já consegue girá-lo no ar através de um controle remoto. Antes, ele só andava em linha reta.

No final do trabalho, a equipe do MIT faz uma comparação do seu primeiro voo, de 12 segundos, com o primeiro voo dos irmãos Wright, em 1904, de 11 segundos.

Fonte:

https://www.iflscience.com

Referências:

https://www.nature.com/

https://en.wikipedia.org/

Revisão: SR.Black

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