O mundo sobrenatural sempre fascinou boa parte da humanidade.

O mistério que existe ao nosso redor, que vai além do alcance dos nossos sentidos, deixa nossa razão sem argumentos muitas vezes.

Desde o passado remoto existem relatos de seres estranhos, que viveriam em outras realidades, talvez outras dimensões, invisíveis aos nossos olhos.

Mas o interesse pela paranormalidade e pelo dito sobrenatural vem aumentando notoriamente nas ultimas décadas.

Cada cultura neste planeta tem suas próprias lendas e histórias sobre anjos, demônios, espíritos, luzes estranhas, fadas, duendes, gnomos, poltergeists e OVNIs.

Todos os relatos e histórias que existem podem nos levar a concluir que os fenômenos conhecidos como “sobrenaturais”, por manifestarem-se de formas variadas, fazem com que a humanidade pense estar diante de uma variedade de fenômenos.

Mas talvez não seja bem assim.

Segundo a tradição árabe e islâmica, numa outra realidade ou dimensão próxima a nossa, uma raça antiga e inteligente já existia muito antes de os humanos terem surgido na face da Terra.

Esta antiga raça pode ser a responsável pela maioria dos eventos paranormais testemunhados no decorrer da história humana.

Ainda estariam por aqui, nos vigiando, analisando, influenciando nossas vidas e o curso da nossa história, e até tendo contato com humanos, de acordo com suas intenções.

Sabemos muito pouco sobre eles já que apenas uma parte do mundo possui documentos históricos dessas entidades e dos efeitos que exercem sobre os seres humanos.

Eles são conhecidos nas lendas e histórias do oriente médio como Djinn, ou popularmente como Gênios.

Você deve lembrar-se de Aladim e do gênio da lâmpada, que conferia três desejos a quem o libertasse de sua prisão.

Mas pelo que veremos a seguir, nem todos são assim tão amigáveis.

E apesar de serem pouco conhecidos no ocidente, eles podem fazer parte de nossa realidade desde sempre.

A palavra djinn, ou jinn, é árabe e significa “invisível ou oculto da vista”.

Representa uma coletividade, sendo djinni sua forma no singular para designar um indivíduo.

Como dito antes, em nossa cultura ocidental são conhecidos como gênios, tendo esta palavra origem no latim genius, significando algum tipo de espírito guardião.

Não sabemos como eles chamam a si mesmos, mas djinn é como são denominados na mitologia do Oriente Médio e que está escrito no Alcorão.

Como eles se escondem de nós, este é um termo muito apropriado.

Esta palavra pode ser usada para identificar qualquer tipo de ser que exista em outra realidade ou dimensão além do universo visível aos seres humanos.

Mas parece que no Oriente Médio o termo seja usado para descrever um tipo específico de entidade.

De acordo com contos árabes e textos islâmicos, os djinn vivem em um lugar muito próximo dos seres humanos, porém invisível a nós.

Provavelmente outra dimensão.

Os antigos povos do Oriente Médio sabiam que os djinn coexistiam com nosso mundo, mas em um lugar que nenhum homem ou mulher pudesse visitar.

Teriam a habilidade para interagir com certas pessoas e com objetos físicos quando lhes for conveniente.

Como eles seriam capazes de ter relações sexuais, casar e gerar filhos entre si, também poderiam fazer isto com seres humanos.

Seria esta a origem das histórias dos demônios conhecidos como Íncubos e Súcubos?

Uma suposta filha de humano e djinn teria sido a rainha de Sabá, que em alguns contos árabes é conhecida como Bilqis.

De acordo com a lenda seu pai foi um rei humano chamado Al-Hadhad e sua mãe era uma djinni chamada Marlis.

 

Incubo – por Sebastian Giacobino

Segundo a tradição islâmica, os djinn foram feitos por Deus de um tipo de fogo abrasador e sem fumaça, o que poderíamos denominar hoje em dia de plasma.

Mas têm também uma natureza física, o que os tornam capazes de interagir com pessoas e objetos.

Ainda segundo a tradição, os anjos são feitos da luz e o homem, do barro.

Assim, junto com humanos e anjos, os djinn formam a trindade de seres pensantes criados por Deus. Mas, diferentes dos anjos, eles têm livre-arbítrio, e assim uns seriam malignos, outros benignos e outros neutros, de acordo com suas próprias convicções e vontade.

Como os djinn são antiquíssimos, tiveram tempo de sobra para acumular conhecimento e poder.

Aliando isso ao fato de serem entidades feitas de energia, eles teriam o poder para alterar a realidade a sua volta bem como a sua própria estrutura corpórea.

Isso significa que eles podem aparecer adotando qualquer forma que quiserem, desde um anjo resplandecente até um ser de aparência demoníaca.

Uma sarça ardente ou uma serpente enrolada numa árvore.

Quem sabe até na forma de um suposto extraterrestre.

Na Bíblia, em 2 Coríntios 11-14 Paulo diz que o próprio satanás se transfigura em anjo de luz.

A seguir alguns relatos sobre os djinn retirados do Alcorão e de outras fontes.

 

O Alcorão – Al Djinn (Os Djinn) – parte da Sura 72:

“Dize: Foi-me revelado que um grupo de djinn escutou (a recitação do Alcorão). Disseram: Em verdade, ouvimos um Alcorão admirável!

“E, entre nós (os djinn), há virtuosos e há também os que não o são, porque seguimos diferentes caminhos.

Veja como a próxima sura tem certa semelhança com passagens do início da Bíblia.

O Alcorão – Al Hijr (Terra de Pedra, Cidade de Rocha) Sura 15:

Criamos o homem de argila, de barro modelável.
Antes dele, havíamos criado os djinn de fogo puríssimo.
Recorda-te quando teu Senhor disse aos anjos: Criarei um ser humano de argila, de barro modelável.
E, ao tê-lo terminado e alentado com Meu Espírito, prostrai-vos diante dele.
Todos os anjos se prostraram unanimemente.
Menos Iblis, que negou ser um dos prostrados.
Então, (Alá) disse: Ó Iblis, que foi que te impediu de seres um dos prostrados?
Respondeu: É inadmissível que me prostre diante de um ser que criaste da argila, de barro modelável.
Disse-lhe Alá: Vai-te daqui (do Paraíso), porque és maldito!
E a maldição pesará sobre ti até o Dia do Juízo.

Iblis, assim como o Satanás da Bíblia, acaba tornando-se o adversário do homem.

Numa das seis coletâneas canônicas do Islã sunita, conhecidas como hadith, também existem relatos sobre os djinn.

Veja:

Hadith – Sahih Bukhari
O profeta disse: “Cobri vossos utensílios e amarrai vossos cantis; fechai as portas e mantende vossas crianças por perto á noite, pois é hora que os djinn saem e furtam. Quando irdes dormir, apagai os candeeiros, pois o maligno pode se apoderar da chama e atear fogo nos moradores da casa”.

Hadith – Al-Muwaita :

Yahya assim me falou de Malik, segundo ouviu de Yahay Ibn Said, “Quando o Mensageiro de Alá saiu em sua viagem noturna, viu um djinni maligno seguindo-o com uma tocha de chamas. Aonde fosse o Mensageiro de Alá, via o mesmo djinni. Jibril (arcanjo Gabriel) então lhe disse: “Queres que lhe ensine que palavras pronunciar? Quando os vires, sua tocha se apagará e a mão do djinni cairá”. O Mensageiro de Alá respondeu: “Sim, ensina-me”. Jibril instruiu: “Dirás: Refugio-me na Face de Alá, com todas as palavras de Alá, as quais nem os bons nem os ímpios podem vencer, do mal que venha do céu e do mal que aos céus sobe, e do mal criado na terra e que dela vem, das provações da noite e do dia, e das intrusões da noite e do dia, exceto daquele que me procura no bem, Ó Misericordioso!”

Um dos personagens da história conhecidos no mundo ocidental que teria interagido com os djinn foi o rei Salomão. Na crença islâmica ele foi um dos eleitos de Deus, tendo sido abençoado com muitos dons, entre eles falar com os animais e controlar os djinn por meio de um anel. O rei então os manteve num tipo de escravidão, ordenando que cumprissem várias tarefas, e que teria construído seu grandioso templo com a “cooperação” dos djinn. A participação deles não é citada em todos os relatos da construção do templo. As versões bíblicas omitem djinn e demônios, mas outras fontes oferecem relatos diferentes sobre a interação entre Salomão e os djinn.

Então é bem provável que os 72 demônios que podem ser evocados segundo a prática da Goetia, descrita no grimório do século 17 A Chave Menor de Salomão, sejam na verdade djinn.

Áreas como cavernas isoladas, desertos, florestas, picos de montanhas, cemitérios eram consideradas esconderijos destas entidades.

Abaixo imagem da caverna “Majis al-jinn” em Omã, que literalmente significa “O lugar de encontro dos Djinn”.

“Majis al-jinn” em Omã

Buscar informações sobre uma raça de seres que prefere manter-se oculta de nós é tarefa complicada.

No final das contas, o que temos são histórias e lendas transmitidas através das gerações. Mas o pesquisador Philip Imbrogno foi até o Oriente Médio e conversou com homens devotos ao islã e com algumas famílias, tendo acesso a livros e textos escritos por estudiosos muçulmanos.

Segundo estas fontes, os djiin são muito mais velhos que a raça humana, mas sua idade exata é desconhecida.

Em comparação com um ser humano, o tempo de vida de um djinni seria muito longo, e uma criança desta raça facilmente poderia ter milhares de anos.

Assim podemos supor que a quantidade de conhecimento que uma entidade dessa natureza pode acumular com o passar do tempo é imensa.

Como nós, humanos, eles também tem o dom do livre-arbitrio.

Poderíamos supor equivocadamente que todos são de uma mesma categoria, agindo com um mesmo propósito, seguindo uma mesma mentalidade.

Mas cada ser é um indivíduo diferente, e eles têm suas próprias leis e regras, sua própria moralidade e estrutura social, bem como indivíduos que não seguem regras nem leis. Organizam-se em famílias, clãs, reinos e tendo classes diferentes.

Cada djinn pode reagir de maneira diferente à presença humana, alguns sendo inofensivos, alguns indiferentes, e outros simplesmente odiando os seres humanos.

Os que fazem contatos conosco seriam os mais jovens, que teriam uma grande curiosidade a nosso respeito.

Nestes contatos, os jovens djinn assumem uma forma diferente, como animal, fada, anjo ou qualquer tipo de entidade que chamaria a nossa atenção, mas ao mesmo tempo deixando oculta a sua verdadeira natureza.

Também podem ficar invisíveis comunicando-se por meio de uma voz sem corpo.

Parecem ter uma atração maior por crianças do que por adultos, ou as crianças talvez tenham uma sensibilidade e percepção maiores, sendo assim mais capazes de perceber o que se passa em outros níveis de nossa realidade.

O Alcorão menciona somente três classes de djinn, sendo essas djinn, ifrit e marid. (terra, fogo e água)

Alguns nomes como jann, ghoul, shaitan, hinn e outros, dependendo do dialeto local, também são conhecidos.

Eles buscam avançar na hierarquia, obtendo mais poder através da aquisição de mais conhecimento.

Um exemplo é a habilidade que eles têm de alterar a forma da matéria no universo, transmutando uma forma de matéria em outra.

Esta habilidade não vêm naturalmente e precisa ser aprendida, desenvolvida por longo tempo e treinamento, e geralmente é ensinada.
No aprofundamento esotérico , porém , poderemos observar que existem entidades astrais humanas e não humanas , tais seres , não humanos, assim como em todas as culturas, possuem nomes e adaptações dos povos com os quais entram em contato.

São todos eles , Kama-Rajas , reis do astral , que, em oportunidades futuras poderemos analizar sua verdadeira essência.

Continua…

Revisão: SR.Black

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