Questionador: recentemente eu perdi alguém que eu amava muito para a morte, assim estou tendo que lidar com esta nova aventura.

De fato, a morte é uma nova aventura. Bem, não inteiramente nova. Ela ocorreu durante toda a humanidade. No entanto, é porque aquilo que se encontra além do véu é incognoscível e, muitas vezes, torna-se temível.

Pode ser comparado ao nascimento onde a jornada da vida no útero através da passagem escura para a luz, pode ser temível tanto para o bebê quanto para a mãe, e, de fato, para todas as outras pessoas envolvidas emocionalmente com o nascimento.

Da mesma forma, porque a morte é incognoscível, ela pode se tornar alarmante de se contemplar. Para muitos, é claro, devido às circunstâncias do mundo físico, a morte pode ser desejável. Por isto, estamos nos referindo àqueles que passaram por grandes sofrimentos ou para aqueles que estão muito velhos e infelizes e, certamente, não têm qualidade de vida em seus termos.

Assim, como dissemos muitas vezes, tentar descrever a vida após a vida, é como tentar descrever a vida após o nascimento para um feto no útero. E porque é incognoscível, torna-se uma coisa assustadora.

E adicionado a isto estão as idéias, as estruturas de crenças em relação à vida após a morte. Estas incluem as ideias do céu e do inferno, as idéias de um limbo, a idéia da separação, da perda – todos estes criam uma idéia que afeta a consciência de massa.

Mesmo onde intelectualmente você pode reconhecer uma verdade maior do que estas idéias baseadas no medo, emocionalmente o medo, muitas vezes, surge por causa destas crenças profundas na consciência de massa, ou mesmo o que você aprendeu quando criança sobre o céu e o inferno, em termos de punição por faltas, etc.

Questionador: O quanto é válida a idéia do que chamaríamos de “fantasmas”?

De certa forma, você pode dizer que a idéia de “fantasma” é válida, onde uma “lembrança”, ou “impressão” energética foi deixada.

Os fantasmas podem ser comparados a um eco, uma impressão, se você desejar, daquilo que foi um evento passado, ou onde houve um trauma, ou uma grande explosão emocional. Assim, é certamente válida, esta idéia chamada de “fantasma”, embora muitas de suas idéias sobre o que são os fantasmas não sejam muito realistas, nós diríamos.

Além disto, é claro, apenas porque alguém esteja morto não significa que ele não possa se comunicar com aqueles que ainda estão neste reino, de muitas e variadas maneiras. Se há o desejo de ambos os lados para manter uma comunicação, por uma razão, ou outra, de certa forma, aquele que passou além deste reino pode ser chamado onde houver este desejo.

Questionador: Então, a idéia de alguém que foi assassinado, por exemplo, andando naquela área e criando estragos é mais provável que seja algo que estaria na ficção e não na vida real? Bem, seja qual for a “vida real”.

Diríamos que onde houve um grande trauma, como o terror, levando ao tempo da morte, certamente haveria uma impressão se alguém pudesse interpretar isto. É comparado a uma grande tempestade que atravessa uma área e depois que ela se foi, você pode ver a marca do que o vento deixou, você entende? E há pessoas que podem interpretar a marca, que são sensíveis à impressão.

Não há nada que você toque, que não seja marcado de certa forma, por isto. Até mesmo os chamados objetos inanimados dentro de sua casa são afetados pela sua presença porque em sua estrutura molecular, tudo, seja o que for chamado aquilo que é feito pelo homem ou coisas que são o que você chama de naturais, comunicam-se.

Tudo são átomos ou moléculas que realmente atravessam o que você denomina espaço e tempo em seu reino e eles absorvem, se quiser, aquilo que eles tocam.

Então, onde você tem uma reunião de átomos e moléculas que compõem uma estrutura, comparado às coisas em sua casa, por exemplo, a medida que você experiencia o seu dia-a-dia em seu personagem emocional e você está afetando e movimentando estas peças, então, de fato, elas carregam a sua impressão. Isto faz sentido para você?

Questionador: Oh, sim, faz. Estive pensando, por exemplo, que eu tenho coisas da casa de minha mãe e você pode sentir a presença dela nelas.

Certamente. E assim é que, algumas vezes, quando você entra em uma casa, você tem não apenas uma impressão visual de como ela é, ou como as pessoas estão nesta casa, você pode sentir, talvez, que: “Esta é uma casa feliz. É um lar.” E em outras locais algo de vazio, como se não houvesse nada lá e, às vezes, você tem uma sensação fria de que este não é um lugar feliz.

Questionador: Mas ao contrário destas pessoas que pensariam que quando um lugar tem este tipo de impressão e traz o seu medo, é um lugar a ser evitado, meu sentimento sempre foi que se eu entrar com o amor que eu sou, então, este lugar assumirá esta impressão.

Isto é assim. E é também que onde você entra em um lugar que ressoa com o medo, isto traz uma impressão de terror, daquilo que talvez seja o medo induzido, se você entrar neste tipo de lugar centrado em seu próprio conhecimento sobre a verdade maior, então, você pode aliviar este medo, este terror.

Questionador: Enquanto estamos falando sobre a morte, uma das minhas maiores questões têm sido todas as histórias de seres que ficam perdidos entre as realidades. Eles nada fazem do outro lado, mas também não ficam bem aqui. E, certamente, isto cria uma grande história para ficção.

Bem, de certa forma, é assim que, de acordo com as crenças na morte, você criará aquilo em que acredita. Assim, se você acreditar no céu, isto é o que você encontrará, e de acordo com o que você acredita que seja o céu, isto é o que você encontrará. E se você acredita no inferno, então, de fato, é isto o que encontrará.

Muitas pessoas, é claro, não têm estas crenças, ou têm tanto medo de enfrentar algo ou alguém em termos de sua própria estrutura de crenças após a morte, que elas criam o seu próprio limbo, com medo de avançar e incapazes de retornar. Assim, eventualmente, isto muda. Eventualmente elas compreendem que, pelo pensamento, elas podem mudar esta realidade percebida.

Questionador: É interessante porque uma crença que eu teria e, talvez, compartilhe com muitas pessoas é que embora se possa criar a sua própria realidade na morte como na vida, e, portanto, encontrar-se ainda em algum tipo de estado de sofrimento temerário, se você quer chamá-lo de inferno ou limbo, ou qualquer variação, em algum lugar há uma crença em um poder maior de amor como nos guardiões e anjos e aqueles que o amam…

Isto é correto. Esta é a realidade maior.

Questionador: E que eles o ajudarão a sair deste estado assim que você chegar ao ponto onde esteja disposto a liberá-lo.

De fato. Isto está correto. Esta é a realidade maior. Amado, é o mesmo na vida, entenda.

Questionador: Na verdade, sim.

Você compreende? Não há separação. Para aqueles que estão na existência física em seu plano da realidade, neste plano da realidade, a diferença entre a vida e a morte parece imensa. A verdade é que não é.

E nós o dissemos com frequência, todos vocês têm uma idéia que é como concreto. Que você está aqui e que outra pessoa está lá e isto é como uma grande separação. Na verdade, a divisão entre as dimensões da realidade é comparada a uma teia de aranha.

Questionador: Na verdade, a minha experiência agora é que há menos separação entre a minha amiga, agora que ela se foi, do que havia quando ela estava viva.

É claro, amado, porque não há resistência. Não há ego baseado no medo. Não há necessidade. Não há nada além do amor, e não há nada que impeça este amor.

Não há nada que interfira no amor e assim, como você pode agora amar absolutamente com o coração aberto, sem qualquer medo de repercussão ou de situações, assim, de fato, ela consegue agora amar sem desespero.

Questionador: Absolutamente, e eu sempre digo que quando a conheci, ela abriu o meu coração, aprendi o amor incondicional, mas na verdade, na morte, ele somente se abriu mais.

Realmente.

Questionador: Sabe. isto é extraordinário, mas, então, há ainda a dor, não que eu esteja pedindo isto, mas sinto isto.

Saiba, amado, está tudo bem. A dor é simplesmente a tristeza criada pela crença na separação, você entende, porque ela não está aqui, fisicamente.

Sim.

Nós lhe diríamos outra coisa sobre esta separação e sobre este amor incondicional depois que alguém morreu. Você pode pensar no irmão, mãe e pai.

Questionador: De fato.

Você entende?

Questionador: Entendo.

E desta forma você está cercado por esta bolha de amor.

Questionador: Eu sei. Na verdade, é apenas que o amor que estou ciente de minha família e agora dela, é quase opressivo quando eu reconheço que além da vida estas almas estão ainda lá para mim.

De fato.

Questionador: E é isto que é opressivo. Precisamos todos perceber como não estamos sozinhos.

Isto está correto e este amor é incondicional.

Questionador: Sim, sim, quero dizer, é quase como se alguém pudesse suportar a expansão do amor. É demasiado, você sabe.

Bem, você sabe, amado. Seu coração não tem fim. Não tem perímetro. Ele é maior do que todos os universos, capaz de conter o amor infinito.

Questionador: Suponho que ao senti-lo no corpo, seremos capazes de conter isto?

Nós lhe prometemos, você pode.

Questionador: Obrigado

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