“Por todo o mundo, os seres humanos estão se degenerando em maior ou menor extensão.
Quando o prazer, pessoal ou coletivo, se torna o interesse dominante na vida – o prazer do sexo, o prazer de afirmar a própria vontade, o prazer da excitação, o prazer do interesse próprio, o prazer do poder e da posição social, a exigência insistente de ter os próprios prazeres realizados – há degeneração.

Quando as relações humanas se tornam casuais, baseadas em prazer, há degeneração.
Quando a responsabilidade perdeu totalmente o sentido, quando não há preocupação com o outro, ou com a Terra e com as coisas do mar, essa indiferença com o céu e a Terra é outra forma de degeneração.

Quando há hipocrisia nos altos círculos, quando há desonestidade no comércio, quando a mentira faz parte da fala diária, quando há tirania de poucos, quando somente as coisas predominam – há a traição de toda a vida.

Então, matar se torna a única linguagem da vida.
Quando o amor é tido como prazer, o homem se divorcia da beleza e da santidade da vida.”

(J. Krishnamurti – Letters to the Schools vol I, p 83)