A Sociedade Teosófica foi fundada por Helena Petrovna Blavatsky e pelo coronel Henry Steel Olcott, primeiro a presidir esta instituição, em Nova York, no dia 17 de novembro de 1875.

Esta expressão provém do grego theosophia, theos – Deus – e sophos – sabedoria -, normalmente compreendida como Sabedoria Divina.

A Teosofia condensa elementos filosóficos, religiosos e científicos, inerentes às diversas religiões e culturas, desde o nascimento da Humanidade.

Segundo Blavatsky, estas crenças estão presentes de uma forma ou de outra nas mais variadas civilizações ao longo do tempo, conquistando aqui e ali, de acordo com os costumes e hábitos culturais de cada povo, manifestações distintas. Portanto, a Teosofia seria uma nova forma de se exprimir estes conceitos, não uma religião ou uma profissão de fé.

A Teosofia teria surgido inicialmente na Índia, seria velha conhecida dos egípcios antes mesmo da Dinastia Ptolomaica, e ressurgiria no século III, em plena era do Neoplatonismo, através dos filósofos Plotino e Amônio Saccas, considerado o mentor deste movimento filosófico.

No período medieval, Jacob Boehme era reputado igualmente como adepto da Teosofia, e há registros deste conhecimento em 1697, nos Anais Teosóficos da Sociedade de Philadelphia. Ela se tornou célebre, porém, com a inauguração da Sociedade Teosófica de Helena Blavatsky.

Os neoplatônicos eram chamados também de analogistas, porque a Sabedoria por eles procurada não estava presente apenas nos livros, mas inclusive na analogia entre objetos distintos, na associação da alma humana com o universo exterior e os eventos naturais. Assim, o que importa realmente é alcançar o Saber pela pesquisa direta da Verdade, expressa na Natureza e no Homem.

Para Helena, a Teosofia tem a mesma significação de ‘Verdade Eterna’.

A teosofia é uma espécie de código moral divino que se encontra na raiz de todas as religiões ao longo da História, representada em cada cultura por meio de seus símbolos e arquétipos.

Assim, ela esteve presente no Egito Antigo, na Grécia Clássica, na Babilônia, no Tibete, na América e na Europa, mesmo que esses povos não tenham estabelecido entre si nenhum contato, pois estes preceitos subsistem autonomamente. Blavatsky absorveu das tradições orientais diversos termos que, através de sua versão moderna da Teosofia, foram amplamente popularizados no Ocidente, tais como Maya – ilusão -; Dharma – caminho -; Mahatmas – grandes almas -; Reencarnação e o Karma.

Mas o movimento teosófico atual é influenciado também por elementos de outras doutrinas, como o *Taoísmo*, o *Budismo*, a *Cabala*, o *Cristianismo*, a *Gnose* e o *Hermetismo*.

Os adeptos desta filosofia acreditam na vitória da fraternidade universal, na fonte espiritual de tudo que existe, na unidade da vida, em uma origem unicista e eterna do conhecimento, na conexão entre os principais mitos que marcam as culturas planetárias, esboçam a estrutura cósmica e a do ser humano, revelam a importância da reforma interior de cada um, demonstram que há dimensões ainda desconhecidas e invisíveis para o Homem, mas afirmam que a Humanidade estará um dia preparada para conhecer o que hoje está oculto, portanto defendem a evolução humana.

Um dos pontos da Teosofia causou intensa polêmica e controvérsia, a de que haveriam seres perfeitos, zelando pelo Homem; entidades que um dia foram imperfeitas como nós, mas que evoluíram e se tornaram super-humanas. Seriam profetas, santos, mensageiros divinos que estariam sempre guiando a Humanidade em sua jornada.

Embora Helena nunca tenha pregado algum tipo de limpeza étnica, seus escritos foram distorcidos e serviram como argumentos e inspirações para movimentos racistas e genocidas como o Nazismo. Alguns escritores afirmam que Hitler era profundo conhecedor da Teosofia.

A Teosofia moderna foi alvo de várias polêmicas, denúncias suspeitas, escândalos e depreciações, mas nunca nenhuma das acusações levantadas contra a Sociedade Teosófica foi comprovada.

Por outro lado, eles nunca se autoafirmaram como seres perfeitos e incapazes de falir, nem pregaram que eram detentores da verdade absoluta. Eles se consideravam limitados no conhecimento que detinham, pois também estavam sujeitos às leis da evolução.

A REENCARNAÇÃO SOB O PRISMA TEOSÓFICO

É preciso saber, antes de mais nada, que tudo é cíclico no universo.

Todas as coisas obedecem a um dinamismo cósmico incessante, transformando e redefinindo , desde a mais sutil das energias até a concretude daquilo que ousamos chamar matéria .

Há o ciclo da água, o ciclo do hidrogênio , o ciclo de cada elemento que prefigura na natureza conhecida. Há os grandes ciclos estrelares, os ciclos planetários; o ciclo do dia, da noite, daquilo que chamamos vida e morte (erroneamente , pois tudo é vida no universo); tudo obedece uma magnífica sequência de ir e vir.

Uma respiração “divina” se processando continuamente no maravilhoso e perfeito sistema onde se insinua uma consciência incognoscível que rege eternamente o infinito.

Não se deve esquecer que tudo é análogo no universo, pois suas leis estão presentes desde as partículas mais ínfimas desconhecidas, até as insondáveis galáxias que desafiam a lógica da astronomia.

Os “ciclos” possuem uma razão de existir, nada se plasma por acaso.

Como mãos invisíveis de um artífice , eles possuem o atributo da transformação .

Toda forma sutil necessita de uma forma mais densa para eliminar as suas impurezas.

Uma água turva só se torna límpida após ser filtrada através de sua passagem através do calcário . E assim são os corpos sutis dos seres vivos.

Lentamente vão purificando à medida que atravessam a densificação dos corpos físicos. Aos quais abandonam quando perdem sua função compatível com a vida terrena, e que, também aos quais retornam quando as circunstâncias propícias determinarem.
O que se trata este estudo são justamente essas ” circunstâncias propícias”; como , onde e quando ocorre o retorno dos corpos sutis ao invólucro físico.

Os brâmanes estão certos? Sim.

Os espíritas estão certos? Sim.

Os teosóficos, os rosa-cruzes, os esotéricos , os budistas, cabalistas e todas as demais filosofias reencarnacionistas estão certas? Sim.

Todos estão dentro das perspectivas mais simples ou mais profundas dessa verdade filosófica.

O que se faz necessário conhecer são os detalhes , as leis e a realidade que está presente em toda alegoria mística e religiosa.

Todos já há muito ouviram dizer sobre o futuro brilhante do Brasil, do qual os místicos até ousaram chamar de ” Pátria do Evangelho”.

Seria uma incoerência aceitar essa previsão em um país assolado pelo crime, pela corrupção e por toda sorte de mazelas. Mas não é.

O Brasil terá um papel preponderante no futuro próximo da humanidade por causa de um fator: a miscigenação racial que aqui ocorre.

Mas podem até perguntar: ” o que tem a ver a miscigenação racial com a reencarnação “? Muito , respondo.

E a explicação está na compatibilidade física entre o corpo físico com o corpo espiritual.
Assim como existem os códigos genéticos no corpo físico existe também o “DNA” espiritual ( usarei a denominação espiritual para sintetizar o corpo “astral”, “mental” e “causal” em uma única palavra).

É claro que existem muitas exceções , mas normalmente a entidade reencarnante possui muito maior facilidade em ocupar um corpo compatível com o seu “DNA” astral, advindo de sucessivas encarnações .

As entidades espirituais possuem maior facilidade para reencarnar dentro de uma própria família , determinado grupo que configure uma compatibilidade com seu próprio corpo espiritual.

Uma pessoa que, por exemplo, gerou filhos em sua vijda terrena, terá maior facilidade para reencarnar em um de seus descendentes , mesmo que longínquos ,como se fosse uma prioridade de escolha.

Um árabe , um chinês , um nativo australiano, por exemplo, terão facilidade em encarnar em alguém de seu grupo, em uma linhagem de seu povo.

E, embora não sendo uma regra geral, é algo que se faz bastante provável pela própria lei da compatibilidade.

Mas quando ocorre a mistura , por exemplo, entre um árabe e um chinês , o corpo físico que se originar dessa mistura será compatível tanto para o árabe quanto para o chinês . Por isso que é tão importante a mistura racial , pois , além de derrubar toda nefasta ideia e sentimento racista, permite que as entidades espirituais não se restrinjam a um determinado grupo ou um determinado povo.

Pois a grande família humana tem por casa o planeta Terra, e o Brasil é a sala desta grande casa, pois aqui estão todos os povos se miscigenando há quase meio milênio .
Existem contudo entidades astrais que dificilmente reencarnam, pois eram povos com características genéticas muito diferentes do homem atual, e que se extinguiram no plano físico por diversos fatores que seria muito extenso citar no momento.

Essas entidades passaram a viver exclusivamente no astral, as quais os grandes mestres yogues denominam “kama-rajas”. ( do sânscrito Kama significa astral , e rajas significa reis, portanto os reis do astral).

E estes são , quando evoluídos , entidades extremamente benéficas aos seres humanos, e quando atrasadas, extremamente perigosas.
O período em que o corpo espiritual permanece desalojado do invólucro físico varia imensamente, tendo em vista inúmeras circunstâncias como o próprio Karma , a maneira como ocorreu o desenlace físico e o grau evolutivo da entidade .

Pode ocorrer uma reencarnação imediata assim como permanecer séculos no mundo espiritual. O corpo astral , ao contrario daquilo que muitos acreditam, não é eterno, e se desfaz ao longo do tempo ( o tempo no mundo espiritual é diferente do tempo no plano físico) , e quando o corpo astral se desfaz, o “Jivatman” ( como denominam os hindus o verdadeiro “Eu”, centelha divina de cada ser) permanece em um corpo ainda mais sutil , que é o corpo mental , que então necessita reencarnar, com a exceção dos “kama-rajas” , que plasmam um novo corpo astral a partir de energias sutis, dos quais falarei em futura oportunidade.

Também , ao contrário do que muitos pensam, os animais possuem seus corpos espirituais e reencarnam de maneira muito semelhante aos seres humanos, e, também evoluem. Pois nada é estático no universo. Tudo é vida, nada é “morto” ou estagnado.

Quero aqui concluir que o estudo da reencarnação ( a roda do samsara comentada pelos hindus) não representa apenas um aspecto dogmático das elevadíssimas filosofias orientais.

Representa o amor em sua tridimensionalidade, pois enxergamos através dela a busca do homem da sua própria purificação através deste ciclo de existência , no qual se remodela através das experiências que cada vida descortina.

Enxergamos também a necessidade de que os povos se unam , se misturem e se identifiquem como uma família maior, tendo a certeza que não há povo algum superior a outro, e sim auxiliares mútuos cujo papel é estabelecer uma nova ordem , onde se derrubem os muros e se construam “pontes” para que não haja mais abismos sociais, raciais ou culturais. Por fim , enxergamos , através da reencarnação , o Amor maior, divino, tão diferentemente daquele de um “deus” criado pelo homem que destinava seus filhos a um eterno sofrimento.

Ela nos revela o verdadeiro Deus que transforma, constrói e dignifica suas próprias leis consubstanciadas no amor, que é sua própria essência.

Revisão: Sr.Black
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