Já faz alguns anos que acompanho algo do trabalho do Seasteading Institute, que traduzindo significa algo como Instituto da Civilização Marítima.

A proposta deles se resume a construção de cidades e civilizações flutuantes nos mares. Todo o entusiasta de novos sistemas socioeconômicos e políticos, se sentirá naturalmente atraído por esta ideia visionária, porque a superfície do planeta terra consiste em 71% de água.

E alguns problemas globais abordados convencionalmente desaparecem por completo.

Talvez o mais notório seja o problema da superpopulação.

Muito se tem considerado que o nosso planeta não poderia suportar uma quantidade populacional muito grande.

Em vista destes e outros projetos e estudos, considero isto uma grande falácia.

Ora, além de termos vastas quantidades de terra disponíveis, temos é claro praticamente 3,5 vezes mais superfície em água do que temos de terra.

O que estas reflexões e estudos nos indicam, é que temos que mudar radicalmente a forma de como gerenciamos os recursos naturais, de como construímos e mantemos cidades, enfim, como nos gerenciamos e nos organizamos como sociedade e civilização.

Então, estes projetos vem com um grande desejo: de experimentar realmente sistemas novos.

Vale ressaltar que grande parte da superfície dos mares se constitui numa espécie de território neutro, não pertencendo a nenhum país ou nação.

Isto quer dizer que qualquer civilização erguida nestes territórios, não serão submetidas a quaisquer leis vindo que qualquer estado ou nação que seja.

Vejam um parágrafo traduzido do FAQ no site deles:

Como as cidades nos mares serão governadas?
A visão do Instituto é meta-política. Nós não promovemos nenhuma ideologia particular ou políticas específicas. Em vez disso, fornecemos uma plataforma para os outros tentarem novas maneiras de viver juntos, que eles acreditam que os tornarão mais felizes. Algumas cidades podem querer experimentar uma renda básica universal, enquanto outros podem preferir soluções de livre mercado. Alguns podem confiar na democracia direta eletrônica, outros podem confiar políticas públicas a tecnocratas, enquanto outros podem usar serviços baseados na escolha do consumidor, ou qualquer coisa entre isto tudo e além. Como estamos atualmente buscando relacionamentos com vários países para sediar as primeiras cidades em suas águas protegidas, esperamos que muitas leis locais sejam aplicadas lá. Leis internacionais se aplicam em qualquer jurisdição, incluindo o oceano aberto.

 

Agora imaginem só, além de podermos construir cidades flutuantes nos mares, podermos também construir cidades submarinas?

Imaginem cidades e centros civilizatórios que vão da superfície do mar até bem ao fundo, submergindo nele, talvez até o fundo do mar?

Quanto espaço seria construído neste projeto e quantas pessoas poderiam viver e trabalhar nesta espécie de prédio submarino?

As possibilidades são imensas.

Mas para isso realmente acontecer, precisamos começar a largar os paradigmas mais antigos e conservadores que nos condicionam a sempre viver do mesmíssimo jeito, nas mesmíssimas estruturas sociais, políticas e econômicas, e nos aventurar nestes novos paradigmas e visões de mundo, onde realmente podemos visualizar um mundo bem melhor, livre da grande maioria dos problemas atuais.

Role abaixo até o final do artigo  ver algumas imagens que inspirarão vocês.

E então?

O que vocês acham desta ideia de colonizar os mares?

Que tipo de sociedades vocês acham que poderia ser possível?

Deixe as suas impressões e pensamentos nos comentários.

Gostou da Matéria ?

Compartilhe esse conhecimento com seus amigos…

Revisão: SR.Black