A alça oval que compõe o Ankh, sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida. Em outras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia.

A linha vertical que desce exatamente do centro do laço, é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos. Em algumas representações primitivas, possui as suas extremidades superiores e inferiores bipartidas. Ankh, (pronuncia-se “anrr” em árabe a junção das consoantes k e h cria o som de dois r em um fonema a partir da garganta como uma expiração)  Ankh é o nome do hieróglifo egípcio que representa o conceito de vida, sendo ainda hoje considerado como “a chave da vida”. Mas também forma parte dos conceitos dos hieróglifos para saúde e felicidade. É encontrado com frequência nos túmulos do Antigo Egito, sendo os Deuses e Faraós frequentemente retratados segurando este símbolo. No Ocidente, o Ankh é conhecido como Cruz Egípcia ou Cruz Ansata.

Esta segunda denominação tem origem na palavra latina Ansa, que significa Asa. Além destas, o encontramos como Chave do Nilo (ou da vida), Cruz da Vida ou simplesmente Cruz Ankh. É tambem um símbolo de fertilidade, e é usado hoje em dia como um atributo ou emblema sagrado simbolizando a eternidade da alma. A cruz e a oval, dizia-se no Antigo Egito serem os dois principios geradores do Céu e da Terra. Algumas individualidades da realeza e outras figuras importantes do Antigo Egito tinham o Ankh incorporado no seu nome próprio, casos por exemplo de ANKHesenamun, ANKHesenpaaten Tasherit, SenANKH ou o muito conhecido TutANKHamun. Muitas pessoas vêem o ankh como símbolo da ressurreição por simbolizar a vida eterna.Lembrando-nos também que os egípcios, quando mumificavam as pessoas colocavam este simbolo proximo a boca,simbolizando o sopro da vida.

Esperando pela sua ressurreição pois seu corpo morria mais sua alma era eterna. É encontrado nas gravuras e hieróglifos a partir da 5ª Dinastia egípcia, principalmente nos Templos de Luxor, Medinet Habu, Hatshepsut, Karnak e  Edfu. Além de obeliscos, túmulos e murais. No túmulo de Amenhotep II, vemos o Ankh sendo entregue ao faraó por Osíris, concedendo a ele o dom da imortalidade, ou o controle sobre os ciclos vitais da natureza, ou seja, o início e fim da vida. Na tumba de Tutankhamon, foi encontrado um porta-espelho na forma de Ankh, já que a palavra egípcia para espelho também é Ankh. Sua presença também é marcante em objetos cotidianos, como colheres, e cetros utilizados pelo povo do Egito. Hórus é segunda pessoa da “Tríade” egípcia, composta por Osíris, o pai, Hórus, o filho e Ísis, a mãe.

Alguns autores sugerem que a história do mito de Jesus pode ter sido baseada em várias outras histórias de deuses mais antigos, principalmente, Hórus.  Em suas mãos Hórus carrega as chaves da vida,da morte e da fertilidade. O primeiro filme da série Zeitgeist, o documentário O Deus que Não Estava Lá e o filme de Bill Maher, Religulous, expõem a idéia de que a história de Jesus é uma cópia da história de Hórus Andrew H. Gordon e Calvin W. Schwabe especulam no livro The Quick and the Dead de 2004 que os simbolos Ankh, Djed e Was tem uma base biológica derivados da cultura de criação de gado do antigo egito (ligado á crença egípcia de que o sémen era criado na coluna vertebral), assim: O Ankh, símbolo da vida, vértebra torácica de um touro (visto em corte transversal) O Djed, símbolo da estabilidade, a coluna vertebral de um touro O Was, símbolo do poder e dominação, o pênis seco de um touro símbolo da deusa Wosret ou Wasret. O ankh popularizou-se no Brasil no início dos anos 70, quando Raul Seixas e Paulo Coelho criaram a Sociedade Alternativa.

O selo dessa sociedade possuía um ankh adaptado com dois degraus na haste inferior, simbolizando os “Degraus da Iniciação”, ou a chave que abre todas as portas.  Numa outra interpretação, representa o laço da sandália do peregrino, ou seja, aquele que quer caminhar, aprender e evoluir. Em relação à Sociedade Alternativa, a realidade é que a intenção de Raul não era fundar uma comunidade concreta, tinha que ser algo anárquico, mais espiritual do que material, seria uma revolução interna do ser humano. Tambem foi agregado pelos movimentos ocultistas que se propagavam,além de alguns grupos esotéricos e as tribos hippies. Utilizado por bruxos contemporâneos,como na Wicca, que é encarado como um símbolo da imortalidade e do fortalecimento gerado pela conexão com o divino utilizando-o rituais que envolvem saúde, fertilidade e divinação, ou como um amuleto protetor de quem o carrega.

O ankh manteve sua popularidade, mesmo após a cristianização do povo egípcio a partir do século III. Os egípcios convertidos ficaram conhecidos como Cristãos Cópticos, e o Ankh (por sua semelhança a cruz utilizada pelos cristãos) manteve-se como um de seus principais símbolos, chamado de Cruz Cóptica. Sendo encarado como símbolo da ressurreição de Cristo Como é um símbolo muito usado para representar o processo de caminhada do adepto até a iniciação. O caminho é marcado pelo equilíbrio e pela transformação obtida através da morte, onde o adepto é lapidado e retorna com uma nova vida. É um símbolo muito usado em ordens como a Maçonaria e a ROSA Cruz representando a união entre o reino do céu e a terra.

Ainda encontra-se como uma alusão ao nascente-poente do Sol, simbolizando novamente, o ciclo vital da natureza. Ao contrario do que muitos dizem o simbolo ankh, nao agrega qualquer conotativa ao mal.

Como por exemplo a associação ao vampirismo,ele só é associado ao vampiro pelo significado da eternidade, sendo que um vampiro vive pra sempre. Até que provem ao contrario, o ankh foi associado pela primeira vez ao vampirismo e à subcultura gótica através do filme The Hunger – Fome de Viver (1983), em que David Bowie e Catherine Deneuve protagonizam vampiros em busca de sangue.

Há uma cena em que a dupla, usando ankhs egípcios, está à espreita de suas presas numa casa noturna ao som de Bela Lugosi’s Dead, do Bauhaus. Sendo assim introduzida na subcultura Gótica. Mais tarde a personagem Morte, da HQ Sandman, seria o mais famoso ícone relacionando ao ankh e a subcultura gótica. Desse modo, vemos que o ankh não sofreu grandes variações em seu significado e emprego primitivo, embora tenha sido associado a várias culturas diferentes.

Mesmo assim lhe foi atribuído um caráter negativista por aqueles que desconhecem a sua origem e significados reais, associando este símbolo a grupos e seitas satânicas ou de magia negra. O símbolo também representa o Kemetismo, uma religião neopagã que cultiva as crenças do Egito Antigo. Dizem que quem usa este simbolo em algum lugar do corpo, estaria protegido pelos deuses egípcios.

Pesquisem primeiro sobre as coisas 🙂 o conhecimento é preciso, até pra quem somente critica.

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Revisão: SR.Black

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